O futebol sul-americano assistiu neste sábado (30) a um capítulo histórico, com o Botafogo se sagrando campeão da Copa Libertadores pela primeira vez em seus 120 anos. Jogando no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, o Glorioso superou o Atlético-MG por 3 a 1, mesmo enfrentando a adversidade de perder o volante Gregore expulso nos primeiros segundos de jogo.
Este título simboliza mais do que a conquista do torneio mais importante da América do Sul. É o renascimento de um clube que viveu momentos de glória no passado, mas enfrentou períodos difíceis, incluindo três rebaixamentos em duas décadas. Desde o Brasileiro de 1995, liderado por Túlio Maravilha, o Alvinegro não levantava uma taça de projeção nacional ou internacional.
A reconstrução e a conquista
A trajetória rumo à glória começou a ganhar forma após a transformação do Botafogo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com a gestão do empresário John Textor. Depois de um frustrante Brasileirão em 2023, em que liderou o primeiro turno mas terminou em quinto lugar, o Botafogo precisou disputar as fases preliminares da Libertadores.
Passando por desafios como Aurora, Red Bull Bragantino e equipes tradicionais na fase de mata-mata, como Palmeiras e São Paulo, o Glorioso mostrou resiliência e superação. A goleada contra o Peñarol nas semifinais consolidou a confiança que culminaria no título em solo argentino.
Um jogo épico
A final começou de forma dramática, com a expulsão de Gregore ainda no primeiro minuto. Porém, o Botafogo mostrou organização tática e eficiência. Luiz Henrique brilhou com um gol e sofreu o pênalti convertido por Alex Telles ainda no primeiro tempo. Apesar do gol de Vargas que reacendeu as esperanças do Atlético-MG, o Alvinegro segurou a pressão e sacramentou a vitória com Júnior Santos, que também terminou como artilheiro da competição.
O futuro é alvinegro
Com a conquista da Libertadores, o Botafogo assegurou vagas em duas competições internacionais de peso: a Copa Intercontinental, que será disputada em dezembro no Catar, e o novo formato do Mundial de Clubes da FIFA, marcado para junho de 2025 nos Estados Unidos.
Além disso, o Glorioso segue na disputa do Campeonato Brasileiro, liderando a competição e com chances reais de conquistar um título nacional para coroar o ano histórico.
E o Atlético-MG?
Para o Galo, a derrota amplia a sequência de insucessos em 2024, que já incluía a perda da Copa do Brasil para o Flamengo e uma sequência negativa no Brasileirão. Com chances reduzidas de alcançar a Libertadores 2025, o clube precisa reavaliar sua estratégia para retomar o caminho das conquistas.
Uma nova era para o Botafogo
A Libertadores 2024 marca o início de uma nova era para o Botafogo. Com um projeto sólido dentro e fora de campo, o clube carioca se firma como protagonista no cenário sul-americano e inspira sua torcida a sonhar ainda mais alto. O Glorioso está de volta, e a América do Sul já se rendeu ao novo gigante alvinegro.











